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segunda-feira, setembro 05, 2005

Gardel e Amália

Quem lê o blog desde ontem percebe que entrei com as eleições na minha mente. Uma das últimas meditações que fiz reside na escolha para candidato presidencial. Penso eu que só um PR interventivo, com vontade de mudar as coisas e, se possível, capaz de travar as loucuras de um qualquer primeiro-ministro deve reunir a preferência do eleitorado.
Mário Soares nem pensar. Na sua última entrevista, a António José Teixeira, recusou completamente qualquer tipo de intervenção na possibilidade de ser eleito. «O nosso regime não é presidencialista», argumentou. Acto contínuo mudei de canal e resolvi, espontaneamente, que jamais iria votar em Mário Soares. Vou ser sincero, esperava apenas um argumento para afastá-lo das minhas cogitações. Não gosto de Mário Soares, sempre foi um oportunista e, durante muitos anos, gozou a bom gozar com os brandos costumes do nosso país. Jamais poderei esquecer uma viagem que fez a Angola, com 400 convidados e o contribuinte a pagar.
Por isso tenho mais duas opções: Cavaco Silva e o voto em branco. Estou seriamente inclinado em votar Cavaco Silva. Acho-o astuto, não fala por dá cá aquela palha e quando dá a sua opinião, normalmente, as pessoas param um bocadinho para pensar. É uma hipótese, que pode ser prejudicada se o Professor resolver não se candidatar. E aí surgirão dois galos sedentos de protagonismo:Marcelo Rebelo de Sousa e Pedro Santana Lopes.
Em suma, e nunca pensei dizer isto porque nunca votei à direita, se Cavaco Silva não se candidatar e, por inerência, vencer, vamos ser a Argentina da Europa. Não tivemos Gardel e Maradona mas Amália e Eusébio dão para cobrir o buraco.