Quénia e Uganda: tentativa de combater uma memória fraca
O Mundo é sem dúvida um lugar estranho - injusto ao limite do absurdo. Venho de um sítio onde não há luz em quase todas as casas. A água está longe de ser limpa e vai-se buscar a fontes que ficam demasiadas vezes longe. Nenhuma garrafa de plástico vai para o caixote do lixo que, mesmo que quisessemos, não existia. Médicos, nem vê-los. Escola, só para uma parte. A comida não chega para todos e a carne é quase uma iguaria rara.
Chego ao Dubai e o que mais encontro no aeroporto é a palavra luxo: fontes gigantes, chão de mármore, marcas e mais marcas por todo o lado. Sorteiam-se bugatis e maseratis para quem faça compras que na maioria dos casos se podem considerar inúteis num duty free gigante. Regresso a esta estranha (e injusta) onda consumista em que vivemos e rapidamente me (re)habituo: começo a procurar uma máquina fotográfica que substitua aquela que se avariou a quatro dias do fim da viagem.
A memória irrita-me. Pelo menos a minha é estupidamente curta. Rapidamente me esqueço de tudo. Experiências que adorei rapidamente passam para o baú das recordações vagas, de onde esqueço os detalhes e guardo apenas uma sensação geral. Acabo sempre uma viagem a qualquer sítio com uma enorme pena de saber que me vou esquecer de grande parte daquilo porque passei e dos pormenores dos sítios onde estive. O exercício que vou fazer a seguir chega com um mês de atraso, mas serve para combater essa falta de memória - minha e da Ana.
Quénia e Uganda
Nunca fui a Nova Iorque, mas imagino que ir ao Empire State Building seja como visitar a Torre Eiffel em Paris ou as pirâmides no Cairo: saímos de lá satisfeitos e contentes, mas sem grande vontade de voltar. É bonito, fantástico, até, mas está visto. A vida é curta e há muita coisa para ver no Mundo.
Depois, para encontrar aqueles sítios de que se gosta mesmo, é uma questão de gosto (pessoal). Há quem goste de cidades. Há quem goste de campo ou natureza. Há quem goste de praia. Há quem goste de uma conjugação de coisas que não se consegue explicar.
Desta vez encontrei pelo menos quatro sítios daqueles que marcam e onde quero voltar a por os pés. Pelo menos outros tantos foram estudados mas ficaram por visitar por manifesta falta de tempo. Primeiro do Uganda e depois do Quénia, saí triste, cabisbaixo, e com uma enorme vontade de regressar para ver mais coisas e revisitar sítios que achei fantásticos. É difícil explicar porquê. É isso que vou tentar fazer a seguir.
Lotações elásticas e motores humanos
Como se viaja em África? Era uma séria dúvida que tínhamos.
Existe a forma confortável: queremos ir a um sítio (quase sempre um parque ou reserva natural), pagamos a uma espécie de agência e eles organizam tudo. Uma pequena “ilha móvel” de brancos, que se desloca pelas estradas com um condutor (negro) e tudo pré-programado. Foi assim que fizemos um safari de dois dias e meio – seria possível fazer de outra forma, mas era muito complicado. Fica caro e apenas conhecemos a África dos bichos – esqueçam as pessoas.
Depois, há as formas de viajar que utiliza quem vive por aqui – aquelas que dão mais gozo, permitem experiências mais ricas (e mais baratas), mas que podem dar muito trabalho e chatices. Como no Médio Oriente ou Norte de África, aqui não há aquilo a que podemos chamar, pelo padrão europeu, transportes públicos.
A expressão correcta será transportes colectivos. Existem pequenas empresas ou um empresário dono de um ou mais meios de transporte: autocarros, carrinhas, carros, motas ou bicicletas que percorrem regularmente um determinado percurso. Por norma, só partem quando estão cheios. Os clientes habituais conhecem os preços. Quem chega de fora (e é branco) paga frequentes vezes acima da tabela.
Comecemos pelos mais pequenos.
Várias localidades (a definição de cidade será complicada...) têm milhares de homens cujo trabalho é pedalar uma bicicleta com um banco almofadado atrás. Chamam-se boda-boda. No máximo, pelo que vi, levam dois passageiros. É barato. Foi o único meio de transporte onde não andámos.No entanto, alugámos bicicletas nos lagos Naivasha, Nkuruba e Bogoria. Umas razoáveis; outras nem por isso - sem travões ou cuja única mudança possível nas súbidas é à mão. Permitem liberdade e foram uma óptima forma de encontrar girafas, zebras ou procurar uma cascata e percorrer uma floresta tropical.
As 'nossas' bicicletas. Ao fundo, flamingos.
Uma bicicleta no Uganda, no mínimo, bonita. Não sei quem é a Jennifer Paris. Ainda nas duas rodas, há boda-bodas que abandonaram o motor humano: usam uma mota semelhante àquelas que se vêem nas aldeias portuguesas. Servem para pequenas distâncias maiores do que a bicicleta. No máximo, vimos três passageiros. Usámos em Jinja (Uganda), Watamu e lago Naivasha (Quénia). Nunca pensei andar com a Ana e mais um tipo de mota.



Perto do Índico, em Mombasa, usámos ainda aquilo a que os locais chamam tuk tuk - por causa do barulho. Um triciclo a motor para 3 passageiros.

O rei da estrada é, no entanto, o matatu: pequenas carrinhas Nissan ou Toyota que enchem as cidades e estradas do Quénia e Uganda. Formalmente, estão licenciadas para 14 passageiros. No máximo, contámos 21 clientes (recorde registado entre Marigat e o Lago Baringo), sem contar com o condutor e vendedor de bilhetes/angariador de passageiros. O lema, dizem, é que “há sempre espaço para mais um”. A polícia recebe umas notas e fecha os olhos. Alguns clientes escondem-se por entre os bancos.
Muitos matatus estão todos partidos por dentro e por fora. Os cintos raramente funcionam e não chegariam para todos. Alguns, no entanto, têm televisão e quase sempre música (africana, claro) aos berros. Vários, alteram e personalizam drasticamente a carrinha por temas - um clube inglês, um desporto, um cantor, um ídolo, Deus...
Autoclantes revelam uma fé inabalável na intervenção divina e ultrapassam descaradamente os limites de velocidade - mesmo que o velocímetro raramente funcione e tenham o motor limitado a 80km/h. São considerados inseguros. Para um viajante independente, sem carro, não há outra forma de viajar por estes lados do Mundo: cobrem todas as distâncias - pequenas, médias ou longas. São práticos e o que de mais rápido se encontra.


Quando um percurso tem apenas alguns (poucos) clientes que não justificam uma carrinha de 14 (fictícios) lugares, existem carros pequenos a que poderíamos chamar ‘normais’, não fosse o facto de estarem quase sempre escavacados ao ponto de em Portugal não passarem da sucata.
Em Lisboa seriam um taxi para 4 passageiros. Aqui, levam, no máximo, 11: três à frente (um deles no mesmo banco do condutor), quatro atrás e outros quatro na bagageira.
Tal como nos matatus, nestas contas não incluímos crianças - não pagam bilhete e são consideradas uma espécie de bagagem. Com espaço, vão ao colo. Nos autocarros os mais pequenos recebem o mesmo tratamento – numa viagem de 12 horas (Kampala-Nakuru, por exemplo), vão ao colo.
Os autocarros também existem, mas, no entanto, em muito menor quantidade e são muito menos flexíveis. Podem demorar mais de duas horas a encher (e partir). As estradas são sempre péssimas e viajar nos bancos de trás é tipo cama elástica (muito mais dura).
Andar de ‘transportes públicos’ pode ser difícil e dar (muitas) dores de cabeça. Parece que somos frequentemente enganados nos preços, mas é das experiências mais divertidas. Mesmo sabendo que, estatisticamente, ter um acidente é o problema mais provável que se pode ter por estes lados do Mundo.
Um luxo!
Amor e wrestling.Dormir com os hipopótamos
Dormir em África podia ser penoso. A maioria dos hotéis ficam numa 'normal' habitação africana: tábuas de madeira e chapa. Frequentes vezes juntam “Hotel e Talho” (assim, literalmente) no mesmo sítio. Têm nomes engraçados e até apelativos - algo como Londres Inn. Seria quase como dormir numa barraca – o sítio onde dorme a maioria dos africanos.
Não chegámos tão longe, mas passámos uma noite num hotel (em Mombasa) rodeados de algumas pequenas baratas nas paredes e um barulho ensurdecedor de uma cozinha nocturna. Não foi simpático, mas não havia alternativa e ficou longe ser o fim do mundo. Pelo quarto pagámos algo como 5 euros.
Contraditório, no meio deste cenário e em sítios inesperados, há locais inesquecíveis para descansar ou simplesmente dormir. Custou-me a acreditar (e por isso não veio), mas trazer tenda e acampar podia ser muitas vezes a melhor opção.
Há parques (ou campos) fantásticos e, em alternativa, alugam-se tendas e bandas (tipo cabanas) em sítios quase inacreditáveis.
Encontrámos exemplos numa cabana do lago Naivasha com vista para hipopótamos e rodeada de macacos que roubam bananas, mas também no Nilo com a melhor paisagem que já vi de uma cama. Depois, no lago Baringo, tomámos o pequeno almoço rodeados de aves de todas as cores, com crocodilos à beira da água e hipopótamos que pastavam (tipo vaca) durante toda a noite à volta da tenda impedindo qualquer ida à casa-de-banho. No lago Nkuruba, com comida feita por um padre, olhámos para uma floresta tropical e montes verdes cheios de bananeiras. Finalmente, no Mida Creek, à beira do Índico, encontrámos uma cabana de dois andares iluminada a candeeiro a petróleo, com vista para uma floresta de árvores resistentes ao sal, numa ria de água transparente.
O típico hotel africano. E este até é 'simpático'.
O campo de Naivasha.
O hipopótamo ao fundo.
Vizinhos.
A cabana com vista para o Nilo. Reparem no chuveiro.


O campo de Nkuruba.
O campo do lago Baringo.
Os hipopótamos vistos da tenda.
A cabana no Mida Creek.Telemóvel sem electricidade
Há coisas que para ‘nós’ são básicas: água limpa e canalizada para tomar banho ou beber; um sistema de saúde e de educação; electricidade; calçado; esgotos; gás; televisão.
Portugal é um país que muitos de ‘nós’ consideramos “atrasado”. Na cauda da Europa... claro. É tudo uma questão de perspectiva – ponto de comparação.
Fazer uma viagem de autocarro com TV no meio de África pode ser uma experiência diferente. No Uganda, mas também em menor percentagem no Quénia, menos de 5 por cento da população tem acesso a electricidade. Parece um passado distante, mas ainda há muitos sítios assim, facto que não impede muitos quenianos e ugandeses de terem telemóvel – pequenas barracas 'vendem' o serviço de carregamento.
À falta de luz está no entanto associada a ausência de muitas outras coisas. Frigorifico? O peixe é seco ou fumado. Lâmpadas? Os candeeiros a óleo ou lamparinas de lata resolvem. Televisão? A rádio contínua a ser o principal meio de comunicação e o pequeno écran, em muitos sítios, só existe numa espécie de sala de cinema feita de madeira e palha para onde se anunciam os dias de jogos da Liga Inglesa.
Depois, há a água: muitos recursos (percebi agora) gastamos nós no dia-a-dia de um país desenvolvido. Em África seriam semanas a caminhar para a fonte mais próxima, que pode estar a vários quilómetros de distância e longe de ser limpa.
O gás também é substituído por micro-fogões a lenha ou carvão feitos de chapa ou barro que se vendem aos montes nas ruas. O metal de tachos e panelas ainda se encontra trabalhado a martelo nas ruas como nos filmes da idade média.
Fazer uma viagem de autocarro com TV em Portugal é uma experiência normal. Olhem à volta: meia dúzia estarão atentos; os outros estarão a dormir. No Uganda as cabeças negras de adultos vão todas levantadas com ar de espanto, tipo crianças a ver desenhos animados.
Há 50 anos, Portugal devia ser parecido.
Formas de transportar água.
Transporte de carvão.
A sala com televisão da cidade.
MTN: Uma loja de telemóveis.
A lavar a roupa.Não me perguntem se gostei do Uganda
Ainda hoje não sei explicar bem o que lá fomos fazer. Eu até sei, mas as razões são complexas: quando passámos a fronteira de ar decadente às 6 da manhã depois de 10 horas de autocarro já tínhamos decidido que não podíamos ver aquilo que realmente queríamos no Uganda. Reformulámos tudo e alterámos o percurso: viagens (ainda mais) longas e (quase) impossíveis que eram a primeira escolha tiveram de ser abandonadas. Procurámos alternativas, mesmo não sendo particularmente estimulantes. Apenas porque queríamos (sobretudo eu) ir ao Uganda.
O nome (Uganda), efectivamente, não nos diz muito. Será mais um país africano... É longe. Os portugueses acho que não andaram por lá. Ninguém os conhece pelos safaris - apesar de também existirem. Não tem praias, mas apenas muitos lagos.
O que nos trouxe então ao Uganda? Talvez a ideia de que é um país ainda mais distante e menos ocidentalizado. Talvez a ideia de que era diferente de tudo o que estou habituado.
Não sei se são o povo mais simpático de África, como dizem alguns guias, mas estarão pelo menos lá perto. Sete filhos por mulher, mais de 80 por cento a viver do campo e uma pobreza que salta à vista não foram desculpa para quem quer que seja nos tentar enganar.
Pela primeira vez na vida senti-me não apenas rico, mas também milionário: têm um dos PIBs mais baixos do mundo; a riqueza média produzida por cada português é perto de 60 vezes superior à de quem vive no Uganda – algo como 210 euros por ano... menos de 20 euros por mês. Um motorista terá um salário de menos de 10 euros.
A paisagem é bonita, mas sem os grandes bichos em abundância do país vizinho. Não é isso, no entanto, que marca. Raramente nos lembramos disso, mas há mesmo muita gente com fome no Mundo. Não basta ouvir, é preciso ver.
Nos campos, os miúdos aparecem aos molhos do meio do nada: 50% da população tem menos de 14 anos e o Uganda é o país do mundo com maior percentagem de crianças.
Muitos têm as ‘famosas’ barrigas grandes: 40 por cento das crianças do Uganda sofrem de má nutrição. Descalços, ranhosos, sujos, carregam água, passeiam cabras ou brincam. Há animais domésticos mais bem tratados em Portugal. Pedem de vez em quando dinheiro, canetas ou doces. Abanam a mão como quem diz 'adeus' e gritam em coro “How are you!, How are you!, How are you!”, como se fosse a única frase que aprenderam numa escola que apenas alguns frequentam. Sentimos que somos dos primeiros brancos que vêem. Saem às dezenas do meio do nada, de onde só parece existir árvores e arbustos. No meio, bem no meio, há casas: madeira e lama com telhado de palha.
Não me perguntem se gostei do Uganda: esqueço a parte má e digo que "sim, gostei". A diferença face ao nosso lado do mundo é fascinante, mesmo não tendo piada nenhuma para quem lá vive.

Kibali, uma floresta tropical no Uganda.



UgandaBrancos e pretos
Mzungu sou eu. Também era a Ana. E devem ser a maioria dos leitores destas linhas. ‘Mzungu’ significca branco em suaíli – uma das línguas africanas que mais se usa por estes lados. Era, também, a forma normalmente não agressiva como éramos saudados nas ruas (sobretudo) do Uganda. Às vezes chateia, admito, mas acaba por entrar no ouvido. E se fosse eu a chamar-lhes ‘pretos’?! Desconheço a reacção – não arrisquei. Mas a verdade é que eu sou tão branco como eles são pretos. Esquecendo todas as conotações negativas das palavras, é apenas um facto.
“Promove-me!” ou a missa do autocarro
Milhões de africanos vivem a vender na rua. Uns pousam os seus produtos no chão. Outros carregam-nos para dentro dos ‘transportes públicos’ enquanto estes não enchem e têm passageiros à espera de chegar ao destino.
De tudo se vende e a ida ao supermercado pode ser completamente desnecessária. Há chupa-chupas, bolachas, sumos, iogurtes e águas. Mas também bananas, milho, salsichas ou menus completos embrulhados em celofane. Nas utilidades encontramos facas, navalhas, óculos, meias e cuecas, ao lado de kits para limpar as unhas, pequenas máquinas de barbear ou carregadores de telemóvel e livros para aprender línguas.
De forma mais ou menos agressiva ou insistente, de tudo um pouco nos foi posto à frente do nariz. Ninguém escapa ao assédio, que no nosso caso pode ser complementado com um pedido de ajuda do tipo “promove-me” – ‘a mim’, subentendo, ‘africano pobre que ganha muito menos do que tu branco rico’.
É difícil explicar que não posso "promover" todos, mas apenas aqueles que vendiam algo que realmente preciso de comprar.
De todos estes ‘vendedores’, há um que não esquecerei nunca. O vídeo que apresento a seguir foi filmado (à socapa, desculpem a qualidade) numa lenta e chatíssima viagem (10 horas) entre Nairobi e Mombasa, com um enorme ponto de interesse: a primeira meia-hora ficou marcada por este ‘vendedor da palavra de Deus’. Um simpático arcebispo (soube depois) atropelado por vendedores de tudo e mais alguma coisa enquanto prega nos estreitos corredores dos lotados autocarros de baixa qualidade do Quénia.
Espero, sinceramente, que o visado nunca encontre este vídeo nas gigantes malhas da Internet, nem leve a mal a sua divulgação. Talvez de me ver a chorar de tanto rir, no final, dirigiu-me simpaticamente a palavra e trocámos e-mails.




Bichos (e mais bichos)
Gosto de bichos. Pequenos ou grandes. Selvagens ou domésticos. Que andam em terra, na água ou no ar. Há malucos para tudo: uns gostam de beber copos no Bairro Alto; eu prefiro ver peixes na praia ou flamingos no Tejo, mas não sei se vou continuar a achar-lhes a mesma piada.
Eu atrás das girafas.
Almoço.
A máquina.
Na migração.
Mais gnus.
Os primeiros hipopótamos.
A migração.
Ainda dizem que os animais não pensam: caça em grupo. Tudo de cabeça para baixo!




A alimentar os macacos de Gede.
Águia pesqueira no lago Baringo.
Um vizinho da nossa tenda.
Crianças e crocodilos.
Haaaaaa... no Lago Baringo.
Hipopótamos.
Os pelicanos e uma águia pesqueira.
As patas do hipopótamo.
Ninhos.
O (enorme) marabu.
Vacas no meio do parque nacional.
O verdadeiro rei.
Passáros em Jinja
Formigas em Entebe.
Comichão.
Lago Bogoria.
Uma visita de estudo.
Os flamingos do lago Bogoria.


Reparem no crocodilo em cima do hipopótamo.
Nascer do sol com os hipopótamos.
Maria-café gigante?A feira popular na savana.
Vasco da Gama vs. Cristiano Ronaldo
Durante anos pensei que só nós estudamos e damos importância aos Descobrimentos: história para português ter orgulho no seu país e não querer ser espanhol.

No Quénia há, no entanto, excepções. Os portugueses não estiveram por ali muito tempo, mas pelo menos o nome contínua a ser ensinado nos bancos das escolas. Depois de Cristiano Ronaldo, Vasco da Gama terá sido o nome que mais ouvimos depois de dizermos Portugal.
E o que há ao lado de um forte português?!
Este senhor garantiu-me: Vasco da Gama era mais alto do que eu. Também não era difícil...Um filho chamado Nokia
A língua ajuda. Ao contrário do Médio Oriente, Marrocos ou China, aqui fala-se inglês. Já não precisamos de apontar para caracteres estranhos escritos no guia e pedir direcções, confiando na sorte.
Uma cidade.
outra cidade.
A lavar a roupa e o corpo.
A lavar a roupa.
Os masai.
Aqui as mulheres trabalham a sério. Pequenas e grandes.
A cozer ovos.
No lago Baringo.
Um lago (Oloiden) só nosso (e dos seus bichos)!Viver sem carne
Sou muito esquisito com a comida. Já fui mais. Só gosto de coisas simples: massas, arroz, batatas, carne. Há uns anos percebi que tinha um problema quando comecei a ir de férias. Aos poucos fui mudando, mas contínuo a comer a 'minha' comida em casa. Quando estou fora, não tenho alternativa: como coisas que nunca imaginei e outras de que desconheço completamente a origem. Num país onde carne e peixe é um bem de luxo, descobri que consigo viver (bem) de coisas como matoke, ugali, cassava e feijões.
Nós, os ricos
Numa terra em que sou rico, sinto-me mal a comprar algumas coisas. Comer bem ao lado de quem passa fome pode ser confrangedor. Comendo, dormindo e andando nos transportes de quem vive por aqui, é possível viver com menos de 10 euros por dia. Esqueçam os parques naturais e vivemos perfeitamente bem com 25.
Mombasa, terra muçulmana.
Mombasa.
Nunca andarás sozinho (mesmo no Quénia).
Formas de combater a corrupção.
Mida Creek. Árvores que resistem ao sal.
E para terminar, vejam a cor desta água do Índico.


Na água do Índico. 

