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sábado, dezembro 31, 2005

Segundos

É notícia. O ano que agora termina vai ter mais um segundo. Os astrónomos fizeram as contas e chegaram à conclusão que a terra está mais lenta. Resultado: atrasaram o relógio. Não podiam adiantar os ponteiros e acabar logo com esta merda? Com honrosas excepções, está feito o tradicional balanço dos últimos 365 dias.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

«Vejo que nenhuma televisão está a filmar o que digo. Não vos interessa...»
Mário Soares, no telejornal da RTP1, em mais uma declaração contra os jornalistas

Adenda: vi as mesmas declarações mais tarde na Sic Notícias

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Papéis que se dão no Metro

«Treinador pessoal Shapeworks.
Controlo de peso personalizado para resultados óptimos
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Resposta a uma dúvida que assalta muitas vezes a cabeça de quem gosta de jornais e revistas: quantos exemplares vende a "Maria"? AQUI

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Voz

Prepara-se para ser o primeiro nas urnas, mas já tem o «primeiro site português com capacidade de se ler a si próprio em voz alta». O Para não estar calado associa-se à iniciativa: a Música Estúpida da Semana (à esquerda no écran) será a biografia de Cavaco Silva.

O desespero

Passagem de Ano com o Dr. Mário Soares
Com música popular portuguesa e africana. Inscreva-se já!
Baile Popular, dia 31, no Mercado da Ribeira, Av. 24 de Julho, Lisboa. À meia-noite - passas, bolo-rei e espumante.
Reservas limitadas – 963238906/963238107/aurelia@mariosoares.net
Mais informações, aqui.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

domingo, dezembro 25, 2005

Obrigado Jesus!

A data é simbólica. Na realidade, Jesus nasceu uns cinco anos antes de Cristo – ele próprio. E o verdadeiro dia em que saiu do ventre da Virgem Maria é completamente impossível de determinar. Mas esquecendo esta confusão, fará hoje 2005 (ou 2006?) anos que Jesus Cristo nasceu em Belém, na Judeia. Trinta e três anos depois seria crucificado numa cruz. Antes, terá trabalhado como carpinteiro e feito milagres pela região que é hoje o Estado de Israel.
Se os milagres aconteceram, não sei. Mas uma coisa é certa: Jesus foi importante na minha vida.
Apesar das confusões nas datas, foi por causa de Cristo que nasci em 1981 e morrerei num ano à espera de marcação na lápide. Quem elaborou o calendário com que nos regemos pensava estar a fazer as contas com base no tempo que havia passado desde o seu nascimento.
Sem Jesus, não existiria religião católica. E sem ela, não existiriam mais de metade dos feriados nacionais – 8 em 15. Cristo é o responsável pela Páscoa e pelo Natal, épocas que durante quase duas décadas me deram um mês de férias escolares.
Sem a morte e nascimento de Jesus Cristo, não teríamos ovos de chocolate, filhoses, rabanadas, sonhos, bolo-rei ou perus recheados. Eu, nunca teria montado um presépio ou vivido numa terra chamada Belém a milhares de quilómetros da original em Israel. Os pais natal com as suas renas e Coca-Cola não surgiriam no imaginário de crianças e adultos. As árvores não seriam cortadas e cheias de bolas e outros enfeites fabricados na China. Lojas e hipermercados não lucravam com a venda de presentes e o comum dos mortais só os receberia uma vez por ano quando comemorasse o dia em que ele próprio tinha nascido. O subsídio de Natal, para quem o tem, não passaria de uma miragem. E os funcionários públicos não teriam a principal oportunidade para fazer pontes atrás de pontes alegando ser uma época para estar com a família.

sábado, dezembro 24, 2005

BOM NATAL!

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Pergunta do dia
O Pai Natal não existe?

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Pastorícia

É verídico. Vi hoje à tarde: um pastor e o seu rebanho de cabras castanhas a pastar numa rotunda de Lisboa.

Novelas ou debates?

As novelas da TVI "Ninguém Como Tu" e "Dei-te Quase Tudo" foram os programas de televisão mais vistos na noite que pôs frente-a-frente Cavaco Silva e Mário Soares.
O debate entre os dois políticos que mais tempo estiveram no poder em democracia teve quase metade da audiência que o último episódio de "Ninguém Como Tu": 14,6 por cento de audiência média, contra os 25,9 da novela; e 34,6 por cento de quota de espectadores versus os 67,2 da ficção nacional.
O Soares-Cavaco foi, aliás, apenas o quarto debate com mais espectadores (1,381 milhões) desta série de dez que ocuparam as televisões nas últimas semanas.
O mais visto foi entre Soares e Alegre (1,730 milhões), que tal como as referidas novelas aconteceu na TVI. Os dados apresentados em baixo, com as audiências de cada debate, permitem-nos analisar melhor esta situação. Os valores estão em milhões de espectadores e foram retirados daqui, com base em dados da Marktest.

1 - TVI Soares-Alegre 1,73
2 - SIC Cavaco-Alegre 1,53
3 - TVI Cavaco-Louçã 1,53
4 - RTP Cavaco-Soares 1,28
5 - RTP Soares-Jerónimo 1,18
6 - SIC Cavaco-Jerónimo 1,16
7 - TVI Alegre-Jerónimo 1,16
8 - SIC Soares-Louçã 1,10
9 - RTP Jerónimo-Louçã 1,02
10 -RTP Alegre-Louçã 0,9

Se fizermos a média das audiências nos diferentes canais de televisão, vemos que a TVI foi de longe a que teve mais audiência (1,47 milhões), seguida da SIC (1,26) e RTP (1,10).

Será que uma boa parte dos espectadores não estava apenas à espera da novela?

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Pergunta do dia
Porque é que o prometido Plano Tecnológico de Sócrates já vai no terceiro coordenador nomeado pelo Governo?

Destaque da semana




De todas as coisas boas que a Sic Mulher tem, a mais genial é um programa chamado 6 Teen. Aqui vai a descrição, segundo o site oficial (http://mulher.sapo.pt/sic/XtDF):

“6 Teen é um programa jovem e dinâmico, emitido em directo, de segunda a sexta-feira, das 18H00 às 19H30, com três apresentadoras em regime rotativo.
Incluindo um tema principal de conversa, reportagens e rubricas “6 Teen” informa e questiona sobre tudo o que interessa aos adolescentes, preferencialmente do sexo feminino. Ao mesmo tempo, o programa é dinamizado por espaços de interactividade em que o telespectador também se assume como protagonista da emissão.
6 Teen é a “amiga” sempre disponível com quem se passa todos os fins-de-tarde em que as novidades apetecem e a conversa também!”


Apesar do tom cor-de-rosa do site a afastar os homens a sério, este é um programa que merece ser assistido, mais não seja para pensar nos estereótipos femininos actuais: o ar de frívolas bêbedas e acabadas de vir da noite que estas meninas têm seria capaz de envergonhar a Paris Hilton, provando mais uma vez que está na moda ser puta, ou ter ar disso. Mas é na comédia que elas mais se destacam: tal como Mike e Melga estas meninas cantarolam, dançam e apresentam com a sensibilidade de um basalto. Aquela pronúncia do norte é uma coisa linda. E o melhor é que dá para ver isto tudo em cinco minutos. Depois enjoa e mudo para o Canal Panda.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

O bom rebelde

Ao décimo frente-a-frente (ou lado-a-lado) de candidatos presidenciais, existiu debate em vez de duas entrevistas paralelas. E nada mudou, além das personalidades em questão: um Cavaco Silva à defesa e um Mário Soares a arriscar tudo com um ataque desesperado para tentar inverter as sondagens.
Mas para ter existido debate, Soares teve de quebrar várias das regras assinadas entre os candidatos e as estações de televisão, que criaram um modelo idêntico em todos os canais.
Entre as regras que o ex-Presidente da República prometeu cumprir e ontem "esqueceu" dezenas de vezes, estão:

- «Em cada debate intervêm dois jornalistas e a eles é dada a condução das duplas entrevistas.»
- «As perguntas são feitas pelos jornalistas.»
- «Os candidatos apenas podem ser interrompidos pelos jornalistas, sem prejuízo do direito a uma réplica da parte do candidato oponente no debate.»

Cavaco já podia ter acusado Soares de não cumprir aquilo que assina.


PS. A foto, que não sei se é montagem, foi tirada do blog tintafresca
Pertunta do dia
Porque é que as pessoas pesquisam coisas estúpidas na internet?
(Para quem não leu, aqui)

terça-feira, dezembro 20, 2005

Idades e pantufas

A I República ainda vigorava em Portugal. Salazar dava aulas de Finanças por Coimbra. As mulheres não votavam. África estava colonizada por europeus. Hitler fundava o partido Nazi, ia esperar alguns anos até dominar a Alemanha e a II Guerra Mundial apenas estaria nas visões de uma bola de cristal afortunada. Assim andava o Planeta quando Mário Soares nasceu em 1924.
No debate de hoje, o candidato presidencial apoiado pelo PS não ganhou o meu voto. Mas ganhou a admiração de alguém que, pela idade, nunca o viu debater.
É verdade que as sondagens não lhe davam outra hipótese se não atacar, atacar e voltar a atacar Cavaco Silva sem tréguas naquela que será, provavelmente, a única hipótese de afrontar o anunciado vencedor das eleições de 22 de Janeiro.
Mesmo assim, a força que impôs nesse ataque ininterrupto a Cavaco dificilmente nos deixa lembrar que Mário Soares tem 81 anos e, pela lei da vida, já devia estar de pantufas em casa a ver o final da novela da TVI.
Pode ter-se candidatado por pura ambição política que dificilmente poderia concretizar à medida que vai sendo mais velho. Mas no lugar de Soares uma série de políticos mais novos optaram por ver a ficção portuguesa na televisão.

Nova música estúpida da semana

Dedicada ao Manuel Alegre e ao omnipresente Rui Santos. Composta pelo grande poeta popular do Duo Ele e Ela - Crispim!!

Virtualidades


Não vamos perder muito tempo com esta questão: QUEM DIZ VIRTUALIDADES EM VEZ DE VIRTUOSIDADES É UMA BESTA E DEVIA SER MARCADO A FERRO QUENTE.

Ouvir o Santana a dizer isto, tudo bem. Ouvir o Rui Santos a dizer isto até parece certo, tal a sua reconhecida inteligência, que muitos afirmam ser mesmo superior à das moscas que povoam os escrementos de cavalo.

Mas o António José Teixeira é director do DN. Aos pivôs, políticos, jornalistas e comentadores deste país: tenham vergonha na cara e aprendam a falar. Pelo menos olhem para a etimologia das palavras e não se deixem levar por modas passageiras. Só porque agora toda a gente diz não faz das coisas menos estúpidas.

Virtualidade - refere-se ao conceito de virtual
Virtuosidade - refere-se ao conceito de virtude

Um estadista

"Quer que lhe fale da globalização? A globalização é uma realidade que está aí."

Cavaco Silva

rita+guedes+bikinis

Como é que os visitantes que caem "de pára-quedas" neste blog vêm aqui parar? A resposta a esta pergunta tem sido um dos meus últimos passatempos.
Por exemplo: há poucos dias alguém veio ao Para não estar calado depois de uma pesquisa com as palavras "rita guedes de bikinis" coladas no motor de busca da internet do MSN (aqui). Na quarta hipótese de um total de 2 986 resultados possíveis, lá estava o link para cabalar.blogspot.com, no seguimento de um texto em que falei da Rita Guerra (aqui), de outro em que falei de bikinis (aqui) e de todos os outros em que assino com o meu nick/nome (Guedes). Pelas pesquisas que entretanto fiz, percebi que o alvo da pesquisa em causa é uma estrela das novelas brasileiras.

Explicado isto, queria dizer ao leitor que não tenho o privilégio de conhecer a senhora Rita. E tendo em conta a quantidade de Guedes que existem deste e desse lado do Atlântico, dificilmente será da minha família. O máximo que posso fazer para satisfazer o seu pedido é apresentar a imagem procurada.
Volte sempre!!!

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Pergunta do dia
O que é o «direito ao trabalho»?

Obrigado José Manuel Barroso

Durante uns minutos esquece que és português. Imagina que nasceste polaco, inglês, checo, italiano, eslocavo ou em qualquer um dos 24 países da União Europeia que não Portugal. E lê isto: «O facto de se ter um português à frente da Comissão Europeia também muito contribuiu para o resultado final» da negociação que o Governo nacional classificou como «excelente» por ter dado a Portugal cerca de dois milhões de contos por dia durante seis anos (ler texto em baixo). A frase é de José Sócrates, que já antes podia agradecer a Durão Barroso o lugar vago deixado em São Bento.
Portugal é o país que mais joga no Euromilhões. Cerca de 100 milhões de euros das receitas do primeiro ano já podiam ter sido gastos a apoiar idosos e pessoas com deficiência. A fortuna está parada por falta de «enquadramento orçamental» (lê-se no Público). Ao menos ninguém pode acusar o Governo de gastar mal o dinheiro.

domingo, dezembro 18, 2005

Pergunta do dia
Porque é que a Europa desenvolvida continua a gastar dinheiro com Portugal?

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A piada

As mãos estão geladas. O aquecedor está ligado. O Pai Natal está quase a entregar os presentes. Um fogo descontrolado queimou durante todo o dia a Serra da Estrela.

Mama, mama, mama

Em Portugal há um mito: durante anos, sobretudo com Cavaco Silva a primeiro-ministro, o país recebeu um milhão de contos por dia da Europa. Hoje, os fundos já não seriam tantos, e os desgraçados dos governos viveriam com muito menos dinheiro além do produzido pela normal riqueza criada pelos portugueses.
Gostava de saber, mas não sei quanto dinheiro Portugal recebeu nesses «anos dourados» da chulisse lusitana. Como normal cidadão que apenas lê as notícias fabricadas nas redacções, limito-me, por agora, a fazer as contas ao que a comunicação social me dá como dinheiro que Portugal vai receber no novo orçamento da União Europeia para o período 2007-2013: 22,5 mil milhões de euros (aqui e aqui). Um valor «excelente» e «ainda melhor» do que aquilo que o Governo nacional esperava, garantiu José Sócrates, que como todos os políticos nacionais pedinchou até à exaustão mais uns euros para o país. Até o PSD bateu palmas ao Executivo PS.
Vamos a contas. Seis anos têm cerca de 2 190 dias. 22,5 mil milhões de euros a dividir por 2 190 é igual a 10 milhões de euros. Ou seja, 2 milhões de contos por dia na moeda antiga. Alguém me explica este enigma?

sábado, dezembro 17, 2005

Pergunta da dia
O que é a «liberdade de aprender»?

sexta-feira, dezembro 16, 2005

O Benfica já tem adversário para os oitavos de final da Liga dos Campeões – o Liverpool. Acabou a festa e o Para não estar calado volta à sua cor original. Com sorte, daqui a três meses voltamos a ter um fundo vermelho.
Pergunta do dia
O que é o «direito à protecção da saúde»?

quinta-feira, dezembro 15, 2005

«Não se irrite»

«Você não tinha o direito de me roubar esse beijo», grita a escrava Isaura na televisão. Os óculos fundo de garrafa de uma velhota gorda olham para o écran, num dos cantos da sala de espera. As outras pacientes olham para o nada, algures entre o pensativo e a resignação.
Dona Maria inclui-se no último grupo. Mais de 70 anos e cabelos completamente brancos, há três meses que tinha pedido uma consulta marcada para as 15 horas daquele dia. Sessenta minutos antes já estava naquele edifício de três andares com as paredes interiores forradas a azulejos de casa-de-banho, mas que por fora parece igual a tantos outros desta cidade-subúrbio com mais de 70 mil habitantes. Um cartaz na sala de espera sugere: «Preserve a vida; Não se irrite».
Dona Maria não está irritada, apesar de durante meses ter tentado várias vezes marcar uma consulta para o próprio dia, ligando, como pedem os responsáveis, a partir das 9 da manhã para um dos quatro números de telefone do centro de saúde. Ao fim de 45 minutos a ouvir um toque acelerado do outro lado da linha, alguém acabava por atender o telefone. E a resposta era sempre a mesma: «Já não há vagas».
Mas a médica é «muito boa», garante a septuagenária: «passa as receitas sem data e não preciso de vir cá tantas vezes», contínua D. Maria, para explicar logo de seguida que já lhe tiraram um peito e agora espera que lhe tirem o outro. Antes da hora marcada, as colunas dizem o seu nome. A consulta é interrompida várias vezes por colegas que entram de rompante no consultório a perguntar como correram as férias da médica.
Vinte minutos depois, D. Maria sai e volta para o balcão de atendimento do centro de saúde. Nas mãos, um molho interminável de receitas para carimbar. À sua frente, o caos de velhos, velhas e algumas mães, à procura das senhas numeradas de atendimento que entretanto se esgotaram.
Pergunta do dia
Porque é que nenhum português pode ser prejudicado pela «condição económica» no «acesso à justiça»?

E fez-se justiça

O co-piloto português Luís Santos foi finalmente libertado após 14 meses em prisão preventiva na Venezuela. Dez dos quais em regime domiciliário. O caso deu direito a ameaças de greve dos pilotos portugueses, a manifestações junto da embaixada venezuelana e em Salamanca, aquando da Cimeira Ibero-Americana a diligências da diplomacia portuguesa e até a uma piçada muito bem dada ao Jorge Sampaio pelo Hugo Chavez.

O tempo médio da prisão preventiva em Portugal é de 24 meses.

Dificilmente um co-piloto Venezuelano conseguiria um regime de prisão domiciliária em Portugal (afinal não era a casa dele), sobretudo se estivesse indiciado pela frase "Cala-te e faz o teu trabalho" [quando a hospedeira se queixou do número e do peso das malas]...

Mas fez-se justiça e é um dia muito feliz para todos.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Sonhar

Os sonhos de um homem devem estar em consonância com o tamanho do seu pénis


Está nos meus planos ser Presidente da República Portuguesa na minha caminhada para Chefe Supremo do Universo.
Pergunta do dia
Porque defende a Constituição Portuguesa uma «sociedade socialista»?

terça-feira, dezembro 13, 2005

Obrigado Triunfo

Triunfo lembra-me bolachas. Triumph lembra-me mulheres. Não que perceba muito de marcas de roupa interior. Mas esta - a Triunfo inglesa - não esqueço nunca.
Tudo começou num belo dia de sol ou chuva - sinceramente, não sei. Conduzia em direcção à A1, na zona em que esta se cruza com a Segunda Circular. À minha direita, num cartaz espetado na fachada de um edifício cinzento e feio, evidenciava-se uma forma redonda com um minúsculo fio vermelho pelo meio. Mais tarde, descobri que se chamava Isabel Figueira.
A partir desse dia, as viagens Segunda Circular-A1 e A1-Segunda Circular foram mais agradáveis. Com ou sem a companhia feminina no banco do lado, não resistia: pelo canto do olho, olhava sempre.
Num triste dia, o anúncio desapareceu. No seu lugar, um tradicional cartaz para vender roupa feminina.
Há umas semanas, o fio vermelho e a proprietária original voltaram à fachada daquele prédio feio. Mas a Triumph não se ficou por aqui. Numa época fria, longe do Verão quente que enche as ruas de publicidade com "voluptuosos" bikinis, a empresa de roupa interior inundou as estações de metro e comboio com uma belíssima loura vestida com pequenos adereços da marca. "Sexy, especial Natal", diz o anúncio. Um verdadeiro serviço público num país marcado por mulheres demasiadas vezes feias.

PS. Política, bola e algumas histórias soltas. A partir de hoje o "Para não estar calado" tem de passar a falar regularmente daquela que é, provavelmente, a melhor coisa do Mundo: "beleza feminina". Sublinho, não disse "mulheres".

Ir buscar a juventude às piadas

"A virgindade hoje em dia é algo barato"

"Nós não podemos ir buscar os políticos. Nem os podemos fazer como se fazem nas caldas outras coisas"
Pergunta do dia
Porque é que um Presidente da República tem de ter mais de 35 anos?

segunda-feira, dezembro 12, 2005

A gravata

O que faz um político que não quer ser igual aos outros? Em primeiro lugar, escolhe (ou funda) um partido a que não chama "Partido". Em Portugal, o mais conhecido chama-se Bloco. No dia-a-dia, não usa gravata.
Pessoalmente, detesto gravatas. Julgo que apenas usei esse adereço da moda masculina por uma vez.
O dicionário descreve-a como uma tira de tecido, estreita e longa, que se usa em torno do pescoço e que é presa por um laço ou nó na parte da frente. As livrarias e a internet estão cheias de livros e páginas com as 85 (ou mais) formas de dar o famoso nó (aqui ou aqui).
Hoje, as gravatas serão usadas por cerca de 600 milhões de homens. Tudo começou no século XVII quando um rei de Inglaterra levou para as ilhas britânicas a moda do lenço ao pescoço que tinha visto entre o exército francês (mais pormenores, aqui). Ajudada pelo frio e por aquecer o pescoço, a gravata espalhou-se pela Europa. Na prática, hoje, estes "nós de pescoço" – necktie, como uma forca – não servem objectivamente para nada. No Japão, os gestores já tentam abulir o adereço da moda masculina para poupar energia.
Neste país à beira-mar plantado, chamado Portugal, onde o frio não é a imagem de marca, a gravata reina nos pescoços e proeminentes barrigas das figuras públicas. Apresentadores de televisão, comentadores de futebol, empresários ou políticos. Dificilmente alguém foge à "ditadura" do nó.
Os políticos do Bloco de Esquerda são a excepção. E Francisco Louçã o seu exemplo máximo. No Parlamento ou nos debates presidenciais, não me lembro de alguma vez ter visto um bloquista com um nó ao pescoço. Pode ter fato. Mas gravata nunca. Começa a parecer demasiado forçado...

sexta-feira, dezembro 09, 2005

RTP Memória

Minuto 69. "Depois de indicação do seleccionador, um jogador angolano cai no relvado". Assim acabou o último Portugal-Angola, realizado no velho Estádio de Alvalade em Novembro de 2001. Com apenas sete jogadores e as substituições esgotadas, uma lesão implicava o final do encontro. E como se adivinhava desde o magote de substituições aos 51 minutos, a «lesão» (simulada) aconteceu.
Portugal ganhou 5-1. Mas o jogo começou logo quente e marcado por uma expulsão de um jogador da equipa africana aos 16 minutos. Revoltados com a arbitragem num jogo contra a antiga potência colonial, os jogadores angolanos e a vasta comunidade imigrante daquele país, que enchia as bancadas, perderam a cabeça. As expulsões sucederam-se.
No final antecipado, os animadores aconselham os espectadores a não se dirigirem ao metro do Campo Grande devido a incidentes no exterior do estádio, que obrigaram a intervenção policial.
Em Junho do próximo ano, Portugal joga com Angola no primeiro jogo de ambas as equipas na Alemanha. A equipa africana estreia-se no maior torneio do futebol do Mundo.

Ainda os (não) debates

Mais dois debates, mais dois bocejos. A vontade de dormir não foi tanta como no Cavaco vs Alegre ou Soares vs Jerónimo. Mesmo assim, o Cavaco vs Louçã continuou longe daquilo que se podia esperar de um debate entre dois políticos (e economistas) em pólos ideológicos completamente opostos. Como já disse aqui, a culpa é sobretudo do formato destes debates/entrevistas paralelas. Espero que alguém quebre as regras. Alguém reparou nos metros que separavam Cavaco Silva e Francisco Louçã?

Alemanha 2006

Com tanta equipa boa no Mundial, Portugal vai encontrar pela frente o México, o Irão e Angola nos relvados da Alemanha no próximo Verão. Era difícil ter um grupo mais fácil do que aquele que em 2002 deixou a equipa lusa de fora à primeira. Para quem não se lembra: Coreia do Sul, Polónia e EUA.
Esperemos que os jogadores portugueses não voltem a ter a mania que são estrelas. Caso contrário, para a próxima quero que a selecção tenha como companhia o Brasil, a França e a Itália.

Grupo A: Alemanha, Equador, Polónia, Costa Rica.
Grupo B: Inglaterra, Paraguai, Trinidad e Tobago e Suécia
Grupo C: Argentina, Costa do Marfim, Sérvia e Montenegro e Holanda
Grupo D: México, Irão, Angola e Portugal
Grupo E: Itália, Gana, Estados Unidos e República Checa
Grupo F: Brasil, Croácia, Austrália e Japão
Grupo G: França, Suíça, Coreia do Sul e Togo
Grupo H: Espanha, Tunísia, Ucrânia, Arábia Saudita

Juventude

E já que estamos numa de música, aqui fica o vídeo da Rita Guerra a cantar os parabéns aos 81 anos de Mário Soares (aqui), numa festa que a candidatura garante ter ficado marcada por um "ambiente jovem".

Atenção

Nova música estúpida da semana!!! A proposta foi do Zé Pedro e pode ser ouvida na barra da esquerda deste blog.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Burrice ou cinismo??

Sou de esquerda. Orgulho-me disso. Mas cada vez mais concordo com o Sousa Lara, que nos dizia na faculdade "Comigo, o lugar mais seguro para os comunistas é dentro desta sala. Lá fora, só não os como se não puder". Os comunistas prejudicam a esquerda na mesma medida em que a extrema-direita prejudica quem (como eu) acha que programas como o “Esquadrão G” são passíveis de incutir valores errados na juventude nacional. As pessoas têm a tendência de colocar no mesmo saco cognitivo quem partilha das mesmas convicções: eu só tenho pena se o meu filho for paneleiro, não o vou excomungar; nem odeio pretos (brasileiros, ciganos e monhés é caso-a-caso). Assim como acreditar nos valores da justiça social, da saúde e do ensino tendencialmente gratuitos não faz de mim um boçal que não é capaz de consubstanciar um monte de banalidades.
E os comunistas são isso. Não são todos, é certo, mas a maioria sim. Ou outros são tão obstinados que felizmente são uma espécie em extinção, porque ninguém os atura. No debate de hoje, em que os candidatos procuraram desesperadamente delimitar diferenças sem se atacarem demasiado (ou torna-se difícil uma reconciliação na segunda volta) um Jerónimo de Sousa rejuvenescido, jovial, bonito e impecavelmente bem vestido, defendeu mais uma vez uma série de sofismas de baixo valor intelectual e sem a mais remota substância. Este tipo de ideias, debatidas amenamente entre dois membros de partidos de esquerda, pode levar a que não se separe o trigo do joio. Mas Soares e Jerónimo não são iguais. Soares tem muitos defeitos, acredito mesmo existirem outras personalidades na mesma área política capazes de desempenhar o papel de candidato presidencial melhor do que ele – numa palavra, está velho. E há indivíduos mais novos com a mesma capacidade (leia-se Guterres, Vitorino e, porque não Ferro Rodrigues). Mas Soares não é parvo. Soares não é boçal. E, por mais que o aspecto elegante de Jerónimo me seduza, a verdade é que o homem ou é desonesto ou boçal. Desonesto não acredito.
Apenas um exemplo: “As multinacionais estavam a defender os seus interesses, as autoridades chinesas estavam a defender os seus interesses, e Portugal não foi capaz de pressionar um comissário europeu nada interessado em defender os seus interesses para que se pressionassem as cláusulas de salvaguarda [quanto à questão de liberalização dos texteis]”.

Sendo que:

1.º - 80% das exportações têxteis portuguesas são destinadas a Espanha e à Alemanha.

2.º - Há dez anos que se sabia da liberalização.

3.º - Portugal não se modernizou por falta de dinheiro – entrou imenso dinheiro nos últimos anos.

Vemos que:

a) Portugal não pode sair da União Europeia (aí queria ver para onde o Jerónimo exportava os têxteis. Ah, e de onde iríamos receber os fundos de coesão?)

b) Portugal, como um dos países menos expressivos da Europa a 25 (sobretudo por comermos rios de dinheiro e continuarmos dos mais pobres) não tem a mínima capacidade negocial, sobretudo para influenciar um acordo a esta escala, entre as duas maiores economias do mundo. E as cláusulas de salvaguarda apenas podem ser activadas em circunstâncias muito especiais.

Isto faz-me perguntar: o que se passa com os comunistas? Será desonestidade ou burrice? Quando estamos perante uma das maiores crises económicas da História nacional (não pela dimensão interna mas pelo contexto global), quando o estado consome 51% de todo o dinheirinho que eu produzo a suar até altas horas da noite e sem ter fins de semana, como é que é possível considerar que se podem manter privilégios arbitrários à função pública (sabendo ainda que a maior parte do orçamento de estado é para pagar ordenados?). Resposta do Jerónimo: “A função pública não tem privilégios a mais, os privados é que têm privilégios a menos”. Resposta do José Serrano: “Quando um funcionário público faz greve está a prejudicar-me de duas maneiras – porque me gasta dinheiro perdido em produtividade e porque não o posso despedir para arranjar alguém mais eficiente e que consuma menos recursos”. Não sei se é burrice ou cinismo, só sei que prejudica quem, como eu acredita verdadeiramente na esquerda, não a utiliza como capa para ser simplesmente um reles chulo.

PS: O problema da Autoeuropa: o grupo Wolkswagen está com problemas a nível mundial. A fábrica de Palmela necessita de ganhar mais um modelo para garantir a subsistência. Os trabalhadores depois de dois anos com os salários congelados vão ser aumentados em 2%, e as horas extraordinárias vão deixar de ser pagas pelo triplo. Os sindicatos querem 3,2% e horas extraordinárias pagas a triplicar (eu nem por elas recebo mas enfim). Sabem que a fábrica fica numa posição complicada e dizem que é responsabilidade do Governo intervir (por causa dos contratos dos privilégios concebidos, etc.). Para mim, se a fábrica fechar, ia buscá-los a eles e às famílias e explorava-os de todas as maneiras possíveis até recuperar todo o dinheiro investido pelo Estado, nem que os tivesse de esventrar todos e cortar às postas para vender em patê. É muito bonito fazer greve atirando as consequências para os outros...

Frase do dia

"Ter 81 anos é como ter 18. Só tenho os números ao contrário."

Mário Soares, candidato a Presidente da República, na festa das suas oitenta e uma primaveras, com os parabéns a serem cantados pela Rita Guerra

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Milagre!!!

Quais eusébios, colunas ou josé águas. Os verdadeiros heróis do Benfica chamam-se: Quim; Alcides, Luisão, Anderson, Léo; Petit, Beto, Nélson, Nuno Assis; Geovanni, Nuno Gomes. Mantorras, Ricardo Rocha e João Pereira (este último é muito mau, mas também tem direito ao nome neste blog).

Recordando a equipa do Manchester United: Van der Sar; Neville, Ferdinand, Silvestre e O'Shea; Alan Smith, Scholes, Giggs e Cristiano Ronaldo; Rooney e Van Nistelrooy (só o ordenado de um pagava a equipa toda da Luz).

Deve ser isto que o adepto de um clube da segunda liga sente quando ganha ao campeão.
(em homenagem ao Benfica, durante uma semana o Cabalar será vermelho)

Rezemos, irmãos

Hoje é dia de sonhar e esperar pelo milagre que às vezes o futebol tem a graça divina de nos conceder.

terça-feira, dezembro 06, 2005

Problemas

Quase um quarto dos portugueses sofre de algum tipo de disfunção sexual masculina, num total de 841 mil homens. Assim o garante um estudo da Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA), com o apoio dos Laboratórios Pfizer - interessada em vender Viagra.
Dentro destas «disfunções», os especialistas apontam: problemas de erecção, problemas de ejaculação e diminuição do desejo sexual - situação que atinge 547 mil portugueses, sobretudo à medida que a idade aumenta. Em relação à ejaculação, a principal dificuldade é a ejaculação prematura.
Eu sei que é estranho um homem (que é mesmo homem) não ter vontade de «dar uma». A qualquer hora e em qualquer lugar - geográfico, entendamo-nos, pois não estou a falar de qualquer buraco.
Mas desde quando é doença ter vontade a mais (ejaculação precoce) ou a menos? Sobretudo quando se tem mais de 60 anos... Para máquinas, comprem um vibrador.

Dentro desta igreja estava a celebrar-se Fatima. Ironicamente, eu que devia ser o unico gajo que ja tinha estado em fatima daquela gente toda, fui completamente revistado a entrada pelos segurancas. Os terroristas islamicos, como se sabe, atacam e igrejas que veneram um dos seus profetas mais sagrados... Nem na palestina mas enfim... Posted by Picasa

Um porta-avioes-museu, cheio de aeronaves lendarias em cima. Viva o dinheiro americano. Posted by Picasa

O meu hotel. La em cima havia um restaurante panoramico aberto so a noite e que rodava para dar aos comensais uma vista de 360 graus da cidade. Posted by Picasa

Na foto em alta resolucao ainda se notam umas grelhas na coroa da senhora para a proteger das entradas dos pombos. Esta visto que os passaros la nao tem medo das alturas. Posted by Picasa

Liberty Island Posted by Picasa

Isto deve ser o que os polacos piolhentos viam nos anos 20 ao chegar de barco a America. Que pena o meu avo nao ser polaco... Posted by Picasa

Rockefeller Center, agora teve ter uma arvore de natal aqui no meio. Posted by Picasa

Assembleia Geral da ONU - Uma desilusao, tresanda a anos 70. Esta foi a parte em que a guia disse que era proibido tirar fotos, mas um tuga e' sempre um tuga esteja onde estiver. Posted by Picasa

Central Station. Linda. Os americanos nao tem edificios classicos verdadeiros mas os falsos sao ainda mais giros. Posted by Picasa

Times Square Posted by Picasa

Esquilo no Central Park Posted by Picasa

Equa��o: se um boing 757 manda uma torre com o dobro do tamanho destes edif�cios abaixo, quantos Airbuses s�o necess�rios para mandar o resto? Posted by Picasa

Topo do Empire State Building, a 381 metros do solo. Ventos de 40KM/h e o pombo n�o desgrudava do pr�dio. Est� visto que s�o uma esp�cie persistente: veja-se os muitos jardins em Lisboa - depois disto que esperan�a pode existir para estes?  Posted by Picasa

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Alegre vs Cavaco, o debate?

Entrevistas: Os canais de televisão chamam àquilo "debates". Mas os candidatos não se podem interromper e têm o tempo controlado ao segundo. As emoções e espontaneadade de outros tempos perderam-se. Sobram duas entrevistas, paralelas, em que, pergunta sim, pergunta não, o político responde a algo que muitas vezes nada tem a ver com o que foi questionado ao entrevistado do lado. Sobram as replicas quando algum deles se digna a contestar o que o vizinho disse. No meio de tantas regras e cuidados, dificilmente alguém sai vencedor. O Alegre vs Cavaco não foi excepção. Ganhou Cavaco, que está na pole-position com 40% de avanço. Alegre contenta-se com a segunda posição. Esperemos para ver se os irreverentes Soares, Jerónimo ou Louçã se libertam da ditadura dos debates.

Consensos - Cavaco e Soares. Um de direita, outro de esquerda. Um economista, outro poeta. Na essência, pelo debate de hoje, as diferenças não parecem ser muitas. As que existiram foram mínimas e estiveram sobretudo no estilo. O professor diz que não vê só números. Mas a conversa escorrega-lhe sempre para as finanças e economia. O escritor traz temas para a campanha pouco comuns em Portugal: mulheres e uma estranha palavra Pátria. Ambos, à esquerda e à direita, fogem dos partidos como o diabo da cruz.

Sampaio - Talvez por ainda ser o Presidente de todos os portugueses, bem visto nas sondagens (ao contrário dos partidos), dificilmente algum candidato diz «não» a uma decisão de Jorge Sampaio. Perante as perguntas sobre se agiria como o actual chefe de Estado, Cavaco diz que sim (a nomeação de Santana Lopes para primeiro-ministro) ou foge à questão (dissolução do Parlamento e GNR no Iraque). Alegre, que até é socialista e nunca perdeu uma eleição presidencial para Sampaio, ainda discorda da intervenção no Médio Oriente.

domingo, dezembro 04, 2005

?

Mário Soares recusou falar sobre a substituição do Procurador-Geral da República. Cavaco Silva não responde a uma série de perguntas dos jornalistas. Manuel Alegre não foi votar o Orçamento de Estado porque era um documento fundamental para o Governo, de quem quer ser independente caso seja eleito.
A razão é sempre a mesma: há um Presidente em funções que os candidatos não querem desrespeitar – por dizerem o que pensam... Ou, fazendo futurismo, não devem falar sobre decisões que tenham de tomar nos próximos anos se chegarem ao Palácio de Belém.
A 22 de Janeiro, os portugueses podem votar em pontos de interrogação.

sábado, dezembro 03, 2005

«O sexo» na campanha (Parte II)

"Cavaco Silva não quer ter relações com os líderes do PSD."
Mário Soares, candidato presidencial
«Portugal é o maior emissor de gases com efeito de estufa da União Europeia», garantem as notícias. É tão bom sermos os maiores em algo.

«Praticar o sexo», na campanha eleitoral

No dia em que se soube que 45 deputados (além de Manuel Alegre) faltaram à votação do documento mais importante para as finanças portuguesas – o Orçamento de Estado, aqui –, Mário Soares disse:

«Os jovens têm que se habituar a praticar o sexo com segurança».

A frase sobre «o sexo» foi proferida na apresentação do MP3 (Movimento de Apoio Jovem à Candidatura de Mário Soares).
O site do MP3 merece uma visita atenta. O jovem interessado (e burro, suponho eu pela conversa), poderá ficar a saber:

1 - «Não há 2 sem 3.»
e
2 - «Ser Presidente não é ser primeiro-ministro.»

O Cartoon, que não resisto a reproduzir, é particularmente interessante – e irrealista.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Tentativa de resposta à minha mãe (aqui)

Não. Manuel Alegre faltou às votações do Orçamento de Estado. Não tem posto os pés na Assembleia da República, nem abdicou do mandato de deputado. Mas continua a receber ordenado e ninguém lhe descontará os dias.
O artigo 23º do Estatuto dos parlamentares é claro. «Ao deputado que falte a qualquer reunião plenária sem motivo justificado, é descontado um vigésimo do vencimento mensal, pelas primeira, segunda e terceira faltas, e um décimo pelas subsequentes, até ao limite das faltas que determine a perda de mandato».
Não encontrei nenhum artigo que explique com quantas faltas um deputado perde o mandato. No entanto, no caso de Manuel Alegre essa hipótese não se coloca.
A não presença no Parlamento está justificada pelo artigo 8º do mesmo Estatuto, em que se considera motivo para faltar «o trabalho político».

Negócios

É sempre bom olhar para a televisão e ver o Ministro da Saúde como principal (e único) convidado de um programa de uma hora chamado Negócios da Semana.

Mais certezas

«Os votos não são meus».

«A eleição é sempre difícil, pela simples razão de que ainda não há votos contados.»

«Tenho a certeza que haverá segunda volta.»

Francisco Louçã, candidato presidencial que repete constantemente que ninguém é «dono dos votos dos portugueses». Ao menos não tem a certeza que ganhará as eleições. Mas afirma que pode chegar à segunda volta.

Apostas

Portugal comemora hoje 365 anos de restauração da independência. E se ainda fossemos espanhóis? Estávamos melhor ou pior? Aceitam-se apostas.